No dia 7 de Outubro deste mês recebemos em nossa longínqua comunidade a visita da prefeita de Tarauacá Marilete Vitorino, onde foi tratado assuntos de grande importância para os Yawanawas desta comunidade.O cacique Biraci Brasil fala de nossas demandas e necessidades que anseiam os Yawa.
A prefeita Marilete reconhece a importância do poder público, prefeitura, câmara de vereadores, está junto às comunidades, para que saibam de suas dificuldades e problemas que têm enfrentado, bem como discutir melhorias que devem ser implementadas para mudar a situação de vida desses habitantes.
A prefeita enfatiza: “... logo que assumi a prefeitura, eram grandes as dificuldades das comunidades que vivem na zona rural, mas hoje nos sentimos muito feliz em sempre estar ouvindo os moradores sobre suas dificuldades e assumindo compromissos de melhoria de vida para estes povos.
“Ouvir as comunidades não é tempo perdido, é importante ouvir eparticipar junto com a esse povo dos problemas enfrentados por todos”, argumenta a prefeita.
Marilete tem mantido vivo o contato com as demais comunidades indígenas, realizando visitas periódicas, com o objetivo de ver de perto as necessidades mais emergentes, tentando, de certa forma, amenizar as dificuldades desses povos.
Na vida tudo tem um propósito... O meu é lutar pelo o bem estar do meu povo Yawanawa! Biraci Jr. Yawanawa
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Sucuri de 15 metros assusta pescadores em Cruzeiro do Sul
Animal não foi capturado nem fotografado, seria verdade ou história de pescador? Alguns moradores da Várzea já pensam em se mudar.
A tradicional fama de que os pescadores aumentam em muito suas aventuras, trouxe contradições a um fato nada comum, registrado na madrugada de terça-feira, 20, no Bairro da Várzea, às margens do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul.
O suposto aparecimento de uma cobra da espécie “sucuri”, com 15 metros de comprimento e um de diâmetro, segundo relatos de pescadores e ribeirinhos, causou espanto e medo a quem assistiu os movimentos do animal gigante que parecia estar faminto.
Com grande parte para fora das águas do rio, a anaconda chamou a atenção de centenas de pessoas, que mesmo amedrontadas ficaram horas à beira do barranco observando o animal. O ribeirinho, Antônio Silva contou que a comunidade ficou apavorada e alguns moradores ficaram até temerosos de continuar morando ali.
A cobra grande foi vista bem próximo da praia. Segundo os pescadores que testemunharam o fato, a cobra apareceu devido ao baixo nível das águas que está obrigando o animal sair em busca de alimento, nesse caso, o homem seria uma presa bem desejável.
Pela manhã, dezenas de pessoas estavam no local na expectativa de que a sucuri flutuasse novamente, outros questionavam a veracidade da história. “Muita gente acha que aqui no rio, não tem feras como esta que viram. Pois eu acredito sim que realmente animais como estes tenham aqui no Juruá. Inclusive há oito anos vi uma de quase dez metros”, afirmou o pescador Sebastião Souza.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Hospedarias novinhas para vocês
No dia 14 de setembro foi concluída a etapa inicial da construção da hospedaria que irá abrigar os nossos convidados do X Festival Yawa que ocorrerá de 25 a 30 de outubro. A hospedaria terá capacidade para cerca de 30 pessoas, além desta construção em paralelo está sendo contruído o refeitório e o "chapéu de palha" que é um tipo de arquitetura tradicional onde acontecerá a Festa!
Todo trabalho tem sido feito pelas mãos dos próprios moradores de Nova Esperança, já no raiar do dia todos estão reunidos tomando seu café e acertando a agenda de trabalho do dia, todos unidos pela alegria de partilhar este momento histórico da 10ª edição do Festival Yawanawá. Alegria que está estampada no sorriso e brilho no olhar de cada membro desta grande família.
Todo trabalho tem sido feito pelas mãos dos próprios moradores de Nova Esperança, já no raiar do dia todos estão reunidos tomando seu café e acertando a agenda de trabalho do dia, todos unidos pela alegria de partilhar este momento histórico da 10ª edição do Festival Yawanawá. Alegria que está estampada no sorriso e brilho no olhar de cada membro desta grande família.
sábado, 17 de setembro de 2011
Fim de semana
Pessoal o final de semana chegou,vamos aproveita-lá com consciência para não meter o pé na JACA!!!!
Bebida e direção derrubam o peão...
Bebida e direção derrubam o peão...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Onda de furtos e assaltos preocupa moradores de Tarauacá
Com cerca de 36 mil habitantes, o município de Tarauacá localizada a 400 quilômetros de Rio Branco é considerado pacato. Mas nas últimas semanas, a ação violenta de alguns criminosos tem tirado a tranquilidade da população.
Segundo alguns moradores que não querem revelar seus nomes, nem a igreja católica escapou da investida dos criminosos. Bandidos teriam levado algumas vestimentas do padre que cuidou em gradear a igreja para não sofrer novos arrombamentos.
A onda de crimes começou depois da reabertura da BR-364, mas os bandidos que assaltam com pistolas, revólveres e escopetas seriam do próprio município.
No último fim de semana, quatro assaltantes usando campus foram presos depois de assaltarem um posto de combustível e uma loja de confecções. Um dos bandidos ainda tentou atirar no frentista do posto, mas a arma falhou. Uma semana antes do crime, um dos integrantes do grupo tinha sido preso com uma Pistola .635, mas foi liberado após pagar fiança.
Os moradores também estão assustados com crescimento do trafico de drogas, sem muita opção de emprego, os traficantes se aproveitam para recrutar, crianças e adolescentes para o trafico. “A situação só não está pior porque a Policia Militar tem sido nota dez, não temos o que reclamar da PM, nunca tivemos uma polícia tão perto da comunidade como temos hoje, mas só a Policia Militar não vai resolver este problema” comenta um morador.
O comandante da PM de Tarauacá, Major Gonzaga, explicou que a Polícia Militar tem se esforçado para garantir a paz aos taraucaenses, mesmo assim, os criminosos ainda tentam desafiar a polícia. Ele afirma que o número de assaltos realmente aumentou no município, mas todos os assaltantes foram presos.
O oficial explica que os criminosos estão agindo sempre em grupos e fortemente armados, só este ano foram presas mais de dez pessoas portando arma de fogo, entre elas, escopetas, pistolas e revólveres. A maioria das apreensões foi realizada depois de assaltos.
sábado, 10 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Lei Seca é revogada no Brasil
O senado brasileiro revogou ontem a polêmica Lei Seca, que proíbe o consumo da quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) por condutores de veículos aprovada em junho de 2008.
Após pouco mais de 3 anos de análise de incidentes ocorridos por conta da bebida nas capitais brasileiras, ficou comprovado que os bêbados estão passando o volante para as mulheres, e o número de acidentes e tragédias no trânsito aumentou 350%. As autoridades concluíram que o bêbado dirigindo é mais seguro.
A lei foi revogada depois que um condutor processou as autoridades brasileires sob o seguinte argumento: “Se mulheres podem dirigir, porque eu não posso dirigir bêbado?“. A partir daí perceberam que a Lei Seca não fazia nenhum sentido.
Rrsrsrs...
Sonhos Yawanawa em cartaz na Casa dos Povos Indígenas na capital Acreana - Rio Branco
Exposição traz ao público acreano uma amostra das mais belas pinturas das visões de ‘uni’ (ayahuasca) da pajé Kátia Hushahu e da artista plástica mexicana Beatriz Padilha
A Exposição Sonhos Yawanawa, da artista plástica Kátia Hushahu, abriu ao público na última segunda-feira, 5, com a apresentação de um grupo de mulheres yawanawa que entoaram cantos da cultura do povo da queixada (yawa), na Casa dos Povos Indígenas (antigo Kaxinawá).
O evento contou com a presença do presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Dircinei Souza e do Assessor dos Povos Indígenas, Zezinho Yube, do pajé Tata Yawanawa, do líder índigena Tashka Yawanawa, de convidados e outras lideranças. Sonhos Yawanawa traz ao público acreano uma amostra das mais belas pinturas das visões de ‘uni’ (ayahuasca) da pajé Kátia Hushahu e da artista plástica mexicana Beatriz Padilha. O projeto da exposição que fica em cartaz até o dia 10 deste mês, tem o apoio do governo do Estado, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
“O governo do Estado vem fomentando nos últimos anos uma política para os povos indígenas procurando atender as diversas áreas. Na cultura, a FEM tem trabalhado em parceria com a Assessoria dos Povos Indígenas, buscando fortalecer e respeitar a rica cultura dos povos indígenas no Acre. Essa é a segunda exposição em cartaz neste espaço em menos de um mês. São projetos ricos e artísticos que representam a cultura desses povos, e que precisam ser mostrados ao público. Esses projetos simbolizam a diversidade cultural do nosso Estado”, comentou Dircinei Souza.
Para Tashka Yawanawa, Hushahu é um grande exemplo para todas as mulheres indígenas e não-indígenas ao redor do mundo. “Ela está traçando uma nova história para o povo Yawanawá, onde a mulher é respeitada e escutada nas mesmas condições dos homens”, disse o líder indígena.
O encontro entre Hushahu e Beatriz foi feito por Tashka Yawanawa, que conheceu a artista num evento mundial de preservação da natureza em Cancun, no México, em 2009. Tashka foi palestrar sobre a preservação ambiental do território Yawanawa e renascimento cultural e espiritual do seu povo. Logo depois, Beatriz Padilha veio visitar a comunidade yawa e desenvolver um trabalho que pudesse apoiar o projeto de preservação. Acabou ficando encantada ao saber que na aldeia, a shaman Kátia Hushahu estava desenvolvendo um projeto para preservar e fortalecer a cultura de seu povo, através da arte.
Há três meses, as duas artistas estão mergulhadas nas pinturas, o que resultou na exposição Sonhos Yawanawa, que expressa em forma de arte as visões do 'uni' (ayahuasca) traduzidas em pinturas por Kátia Husharu. A artista usa as cores naturais como urucum, que para o povo Yawanawa significa saúde, beleza e alegria. “Quando uma pessoa está pintada de urucum expressa tudo isso”, diz a artista. Também utiliza o jenipapo, usado nos rituais sagrados de cura Yawanawa.
“Essa exposição tem como objetivo divulgar a cultura e arte Yawanawa. Hushahu nunca foi numa escola de arte, tudo que ela aprendeu vem da floresta, o seu conhecimento vem das visões dos ancestrais”, explica Tashka Yawanawa.
A exposição ficará em cartaz em Rio Branco até o dia 10 deste mês, e depois circulará pelo no Rio de Janeiro, México, Londres e Estados Unidos. Hushahu fará várias apresentações sobre seu trabalho para o público londrino, e nos Estados Unidos seu trabalho estará num encontro mundial de empresas de cosmésticos, que terá um estande para mostrar sua arte.
“É a arte da floresta que irá mostrar as cores, o cheiro da floresta pelo mundo afora”, define Tashka Yawanawa.
A Exposição Sonhos Yawanawa, da artista plástica Kátia Hushahu, abriu ao público na última segunda-feira, 5, com a apresentação de um grupo de mulheres yawanawa que entoaram cantos da cultura do povo da queixada (yawa), na Casa dos Povos Indígenas (antigo Kaxinawá).
O evento contou com a presença do presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Dircinei Souza e do Assessor dos Povos Indígenas, Zezinho Yube, do pajé Tata Yawanawa, do líder índigena Tashka Yawanawa, de convidados e outras lideranças. Sonhos Yawanawa traz ao público acreano uma amostra das mais belas pinturas das visões de ‘uni’ (ayahuasca) da pajé Kátia Hushahu e da artista plástica mexicana Beatriz Padilha. O projeto da exposição que fica em cartaz até o dia 10 deste mês, tem o apoio do governo do Estado, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
“O governo do Estado vem fomentando nos últimos anos uma política para os povos indígenas procurando atender as diversas áreas. Na cultura, a FEM tem trabalhado em parceria com a Assessoria dos Povos Indígenas, buscando fortalecer e respeitar a rica cultura dos povos indígenas no Acre. Essa é a segunda exposição em cartaz neste espaço em menos de um mês. São projetos ricos e artísticos que representam a cultura desses povos, e que precisam ser mostrados ao público. Esses projetos simbolizam a diversidade cultural do nosso Estado”, comentou Dircinei Souza.
Para Tashka Yawanawa, Hushahu é um grande exemplo para todas as mulheres indígenas e não-indígenas ao redor do mundo. “Ela está traçando uma nova história para o povo Yawanawá, onde a mulher é respeitada e escutada nas mesmas condições dos homens”, disse o líder indígena.
O encontro entre Hushahu e Beatriz foi feito por Tashka Yawanawa, que conheceu a artista num evento mundial de preservação da natureza em Cancun, no México, em 2009. Tashka foi palestrar sobre a preservação ambiental do território Yawanawa e renascimento cultural e espiritual do seu povo. Logo depois, Beatriz Padilha veio visitar a comunidade yawa e desenvolver um trabalho que pudesse apoiar o projeto de preservação. Acabou ficando encantada ao saber que na aldeia, a shaman Kátia Hushahu estava desenvolvendo um projeto para preservar e fortalecer a cultura de seu povo, através da arte.
Há três meses, as duas artistas estão mergulhadas nas pinturas, o que resultou na exposição Sonhos Yawanawa, que expressa em forma de arte as visões do 'uni' (ayahuasca) traduzidas em pinturas por Kátia Husharu. A artista usa as cores naturais como urucum, que para o povo Yawanawa significa saúde, beleza e alegria. “Quando uma pessoa está pintada de urucum expressa tudo isso”, diz a artista. Também utiliza o jenipapo, usado nos rituais sagrados de cura Yawanawa.
“Essa exposição tem como objetivo divulgar a cultura e arte Yawanawa. Hushahu nunca foi numa escola de arte, tudo que ela aprendeu vem da floresta, o seu conhecimento vem das visões dos ancestrais”, explica Tashka Yawanawa.
A exposição ficará em cartaz em Rio Branco até o dia 10 deste mês, e depois circulará pelo no Rio de Janeiro, México, Londres e Estados Unidos. Hushahu fará várias apresentações sobre seu trabalho para o público londrino, e nos Estados Unidos seu trabalho estará num encontro mundial de empresas de cosmésticos, que terá um estande para mostrar sua arte.
“É a arte da floresta que irá mostrar as cores, o cheiro da floresta pelo mundo afora”, define Tashka Yawanawa.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O Falcão e a Águia
Este conto sioux traduz o que penso a respeito do amor
Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo:
- Nós nos amamos, e vamos nos casar - disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã, alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos, que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada... Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada. No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos, e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...
- Agora - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro; quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres.
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.
E o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo; este é o meu conselho: Vocês são como a águia e o falcão; se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro.
Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.
http://terranauas.blogspot.com/2011/09/o-falcao-e-aguia.html
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